Dunga vai afundar com o Internacional

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Vou direto ao ponto: na minha opinião Dunga vai afundar com o time do Internacional. Tudo bem que não se pode ignorar a trajetória como jogador do atual treinador do colorado, mas o fato é que a direção do clube cometeu uma grande engano ao contratar o ex-capitão do Tetra. Mais um, por sinal. Parece que o clube não aprendeu nada com os erros do passado e tem tudo para mergulhar num espiral de fracasso comandado por um retranqueiro de primeira linha. Os primeiros sinais estão aí: resultados medíocres diante de equipes pequenas como Novo Hamburgo e Lajeadense.

Dunga deve repetir a mesma falta de preparo que o derrubou da Seleção Brasileira no seu cargo como treinador do Inter. Enquanto escrevo esta matéria muitos torcedores da equipe gaúcha se perguntam por que razão o treinador resolveu escalar o time reserva numa partida do Campeonato Gaúcho se a equipe não está disputando nada de mais importante? Ao contrário do seu grande rival, o Grêmio, o colorado só tem o campeonato estadual pela frente nos próximos meses. Nem na Libertadores o clube está. A justificativa para não usar os titulares é por conta da partida cancelada por causa do incêndio na boa Kiss em Janeiro.

Para mim essa é prova mais que suficiente para eu dizer que Dunga não tem futuro como técnico. Nunca teve, aliás. Se como jogador sua participação foi fundamental para a conquista da Copa do Mundo de 94 (época que ficou conhecida como "Era Dunga"), e também para livrar o Internacional do rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 99, como técnico sua carreira está fadada ao fracasso. O que as pessoas ignoram que é preciso mais do que simplesmente garra e vontade para levar um time a conquistar títulos importantes. Apenas se defender não basta.

Para ser campeão um treinador precisa ter diversas habilidades. Visão de jogo, conhecimentos táticos e saber lidar com o ego dos jogadores são algumas delas. E Dunga não possui nenhuma. Além disso, sua conhecida falta de tato e, para não dizer, de educação só contribuem para por tudo a perder. Quem não se lembra, por exemplo, do episódio em que ele ofendeu um repórter da Globo em 2010 quando ainda era técnico da seleção? Ou da vez em que agrediu seu companheiro de seleção Bebeto com uma cabeçada em 98? São atitudes que mostram o seu despreparo e falta de habilidade para lidar com situações em que está sob pressão.

Além disso Dunga pode repetir erros cometidos quando era o técnico da seleção. (E olha que nem vou falar da sua fama de retranqueiro). No afã de passar uma imagem menos rude para o torcedor, ele investiu em roupas elegantes desenhadas pela sua filha, Gabriela Verri, que hoje é estilista. Em outras palavras, Dunga se esforçou para mostrar um lado mais refinado. É claro que soou falso. E enquanto investia no guarda-roupa esquecia do mais importante, que é o futebol. Se dizem por aí que torcida não ganha jogo, também poderíamos dizer que roupa bonita também não. Não importa o que faça nada pode disfarçar a falta de talento e o seu estilo rude, de marcador aguerrido.

É uma pena que muitos clubes brasileiros ainda insistam em contratar ex-jogadores como técnicos. Deveria haver uma lei contra isso. Num país que leva o futebol tão à sério, e que vai sediar uma Copa do Mundo, o cargo de treinador só deveria ser ocupado por profissionais competentes, com formação superior em Educação Física ou algo do gênero. Só assim os técnicos ganhariam o direito de usar o título de "professor", e não teríamos mais espaço no futebol para paraquedistas assumirem um clube sem ter a menor noção do que isso representa.

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